Archive for novembro \30\UTC 2007

Infanto Genial

novembro 30, 2007

Arejando tão mofado blog, recomendo aqui, entusiasmado, uma descoberta de hoje. O programa infantil Yo Gabba Gabba. Sério, genial.
Baseado na premissa simples de fazer crianças dançarem descontroladas, criam canções bobas de tudo, educativas na medida, com uma produção maravilhosa. Melhores singles do que 97% das paradas globais.
Aqui ofereço 3 párolas:
“Party in my Tummy”, onde o mostro verde e feioso Brobee canta e desliza em um batidão sobre uma festa digestiva em seu estômago. Atenção para o choro das cenouras.

 Outro é um dos quadros recorrentes, “Biz Beat of the Day”. O mareado gangsta rapper bufão ensina a cada episódio um Beat Box novo para os petizes.

Por último, um clipe de animação singelo e brilhante explicando o que é uma família. Composição e gravação do grupo Low. Ao contrário do que pensa a Globo, é perfeitamente possível ser infantil sem ser retardado.

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Sem vergonha no Tennessee

novembro 9, 2007

Senhoras e senhores,
devo desculpas pela demora, mas há um bom motivo: estou enfiado em trabalho e tentando gastar meus dedos em textos para o papel.
E hoje, em vez de um post novo ou de uma requentada matéria, vou anunciar que Fudeus agora tem um podcast. Uma parceria na verdade, com o chapa Filipe Luna e a Radiola Urbana.
Apenas canções de amor, descaradas e de metáforas baratas. Uns chamariam de cafonas, mas esses não tem coração. Eu as chamo de sem vergonha. Sem vergonha no sentido mais amplo… sem vergonha de admitir um coração partido, um corno, uma paixão proibida ou simplesmente de sair a plenos pulmões contando que topou com a alma gemea.

Eis o link do primeiro “Amor Sem Vergonha”: http://www.radiolaurbana.com.br/index.asp?Fuseaction=Conteudo&ParentID=9&Menu=16&Materia=1631

E para quem acha que estou fazendo corpo mole e cansei de escrever, comunico que estou teclando apressadíssimo em um hotel de beira de estrada no interior do Tennessee, sul dos EUA. A minha vista é uma caixa d’agua com uma cruz em cima. Por todo lado há uma igrejinha para praise the lord. E campos de algodão, os mesmos de que tanto ouvi falar nos meus blues favoritos.
Há dias estou acompanhando Gui Pádua em sua tentativa de quebrar o recorde mundial de tempo em queda livre. Ele quer ser o homem que passou mais tempo voando na história. E eu, amanhã, subirei com ele a 30.000 pés. Quase vácuo, -45 graus celsius. Ele vai cair por quase 5 minutos. Depois será minha vez. Vou saltar, pela primeira vez na minha vida, de 15.000 pés. Na próxima Trip eu vou contar tudo em detalhes.
Então, senhoras e senhores, torçam por Gui, por mim e, amanhã ao menos, espero que Fudeus não exista. Deus sim, Deus sim…