Mercado Flutuante

No começo de 2007 passei algumas madrugadas pegando cheiro enfiado em galochas no Atacado de Pescados da Ceagesp. Pauta simples, nada de furo de reportagem, nada de bombástico. Mas uma delícia de fazer. Apenas o sutil privilégio de ter o salvo conduto, e algum cachê, para entrar em um mundo fechado. Além do privilégio, bem menos sutil, de trabalhar com Cristiano Mascaro, um dos maiores e mais simpáticos fotógrafos do Brasil. E sabiamente conservador: apenas Leica e filme Tri-X 400.

Matéria publicada com edição diferente na Trip 153, especial alimentação.

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O mercado de peixes da Ceagesp é uma ruidosa procissão circular de jalecos e galochas brancas, sob um galpão onde o cheiro impregnante é a única certeza. Todo o resto… “depende”: é a resposta favorita dos maiores peixeiros da América Latina.
A coisa começa na madrugada. É o primeiro atacado a abrir no mais importante centro de abastecimento do Brasil. Meia-noite e meia, os 65 holofotes ainda estão apagados. Só lâmpadas laterais iluminam o chão de cimento, enquanto, devagar, os primeiros pares de galochas surgem para encaixar placas de plástico, como espessas telas permeáveis. Cobrem o centro e as bordas do piso, deixam livre um corredor largo o suficiente para dois carrinhos conviverem e darem a volta no galpão.

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Não se vê uma mísera tainha. Mas uns poucos homens de caderneta em punho já circulam e cumprimentam outros, também com seus caderninhos baratos. Falam baixo, anotam números e garranchos. A venda de pescados só pode começar ao soar de uma sirene às 2 horas. Antes disso, nenhum peixe deve ser negociado. Se bem que… depende.
Um oriental passa carrancudo, coloca a caderneta no bolso do jaleco para vestir uma só luva cirúrgica. Um vendedor sentado em uma caixa vazia não resiste e apalpa a bunda do outro: “Vai fazer exame de toque, santa?”.
De certa forma, sim, ele vai. Os dois prosseguem com os homochistes e abrem as portas de um dos caminhões estacionados. Afundam as galochas no gelo picado das caçambas, espiam o que há sob os flocos e o gelado vapor. Com um canivete, o da luvinha faz um pequeno talho no rabo de um atum de 20 quilos. Enfia o dedo no furinho para sentir a consistência. Ambos tomam notas, apontam para outros atuns, apertam as mãos e voltam ao seco. Um bom cliente, o proctologista de pescados.
Hideki, comprador de peixes para alguns dos 250 restaurantes japoneses de São Paulo, três ou quatro vezes por semana pega cheiro no galpão, onde reconhece os negociantes pelo apelido. Gente como ele, bem relacionada e compadre de bons peixeiros, tem acesso à área VIP do galpão: os baús dos caminhões. Alguns dos melhores peixes daquele começo de dia já têm dono – nem serão despejados sobre as telas de plástico. São quinze para as duas.

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Proprietário de uma das mais recheadas cadernetas é Aislan, chefe da equipe do Akira Pescados. Seu pai é Akira, lendário peixeiro da Ceagesp que, após virar credor de seu patrão, cansou de ser funcionário e abriu seu próprio atacado de pescados. Mais de três décadas de galochas cansaram os pés de seu Akira, que hoje só despacha do escritório onde controla seus dez módulos (unidades de espaço no galpão) e seis barcos pesqueiros. Akira fez a vida e uma fortuna que a família prefere não revelar. Contudo, antigos clientes do velho peixeiro lembram da pitoresca cena: seu Akira descendo de um Jaguar calçando as experientes – e aromáticas – galochas brancas.
Aislan não tem 30 anos e já sabe tudo do ramo. É uma das vozes mais assertivas quando sugere o onipresente “depende”. “É igual a uma bolsa de valores. Vai de que peixe tem, quanto chegou, quanta gente quer…” Quem estabelece o preço? “Depende… Chego mais cedo, olha os caminhões, vê o que está bom…” Quem traz os peixes? “Bom, aí… depende. Os caminhões vêm do Brasil todo, são os fornecedores. Estacionam no nosso espaço e a gente vende consignado. Nossa comissão é de uns 12%, varia de acordo com o peixe, a época do ano… tudo depende.”

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Nas caixas plásticas empilhadas no miolo do mercado estão os peixes mais baratos: pescadas, tainhas, corvinas, mais comprados por feirantes e restaurantes “ocidentais”. Nas bordas, o filé: atum, espadões, garoupas, cação – favoritos de restaurantes japoneses. Um dos poucos pescados cujo preço não varia demais é o cada vez mais popular salmão. Chegam embalados em isopor, já inspecionados pela Saúde Pública. Todos vêm do Chile, indexados pelo dólar: de 19 a 21 reais o quilo.
Hoje é o atum que está fresco, farto e de preço baixo – 10 reais o quilo. Pode custar 9; em tempos de seca, vai a 25. Atuneiros, os barcos de atum, voltaram depois de dez dias no mar, congelando em gelo salgado peixes que caem vivos nos porões. Uma rede boa de arrasto custa uns 150 mil reais. Cada saída de um barco desse tipo, para mais de uma semana no mar, não sai por menos de 60 reais. Fora salários. O saldo? Adivinha…

“Depende”, elabora Gugu, vendedor da Naturo Pescados, apelidado graças à distante, porém real, semelhança com o apresentador domingueiro. Cinco toneladas é prejuízo. Vinte já é lucro bom, dependendo do peixe, da época, do mercado… A pescada custa de 3 a 9 reais e, no mar, não dá pra saber a cotação na Ceagesp. “Pesca não é criar boi, galinha, que você sabe o que esperar. Peixe é sorte e instinto”, apresenta Gugu.
E você, Gugu, tem sorte? “Rapaz… pior que não. Vê só, compro carnê do Baú há muito tempo. Outro dia fui chamado pra ir no Roda-Roda, sabe?, é o novo Roletrando. Tava com 5 mil no bolso e perdi tudo. Sabe como? Errei um nome de peixe!” Ah, vá! “Sério. Tava lá, ‘nome de peixe começando com p’. Era pirarucu e eu errei… Mas, porra, pirarucu não tem na Ceagesp!”, jura. Dia seguinte, crente que ninguém teria visto o vexame, amargou um enorme coro de “Aêêê, Gugu Pirarucu!”, alargando seu bizarro carma de ser atazanado por conta do SBT.

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Sobre as placas de plástico, começa a cair 7,5% do mercado diário de pescados no Brasil: umas 120 toneladas de peixes, crustáceos e moluscos. Outras tantas de gelo cuidarão de encharcar o piso pelas próximas seis horas. A sirene toca às 2 da manhã. Aos poucos, os holofotes esquentam. E um rotineiro e previsível caos se instala.
Cerca de 1000 pessoas: 200 comprando, 800 trabalhando. E, mesmo de jaleco e galocha branca, nem todo mundo é igual. A indumentária varia conforme a exposição ao inevitável cheiro que todos levarão aos lares. Carregadores usam toucas, avental, luvas e não pedem licença. Pregoeiros, os homens que dão preços e negociam com clientes e concorrentes, usam jalecos limpos, poucos usam bonés e não largam as cadernetas. Vendedores ficam próximos aos peixes, preferem bonés e levam na cintura um furador – um seringão para puxar de peixes graúdos um tripinha de sua carne, amostras para a avaliação dos compradores exigentes. O que, para gente como Minoru, pode ser pouco.

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Boa-praça quando explica à Trip seu trabalho, mas de cara fechada e poucas palavras na hora de apontar os peixes que quer avaliar, Minoru diz que já teve restaurante japonês, quebrou e, graças ao olhar e tato sutis, hoje vive de fornecer peixes para muitos restaurantes. “Do top ao mais rasgadeira”, explica sua clientela, que… depende, pode comprar desde peixes inteiros a postas embaladas em sua peixaria. Ele não pára a caneta na caderneta, e antes das 3 da manhã já tem mais de 300 quilos de atum reservados.
Não se vêem cédulas por ali. Como na bolsa de valores, a quitação se dá depois do pregão, na base da confiança, confirmada por garranchos, em uma saleta onde trabalham os cobradores.

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Os bloquinhos (R$ 1) e as cadernetas (R$ 2) por onde passa toda a contabilidade do mercado de peixe são vendidos na Cantina do Pescado, balcão que despeja muito café, torresmo, coxinha e calabresa para os jalecos madrugada afora. É nesse balcão que Jiro Yamada constata: “O mundo mudou e aqui nada muda”. Seu Jiro é presidente da Associação Comerciante de Atacadistas de Pescados do Estado de São Paulo e está no mercado desde o início dos anos 70. Come peixe todo dia, mas nunca, nunca pesca. “Tenho pena de matar peixe, coitado.” Ainda assim, é dos poucos que sabem números precisos de tantos cadáveres do mar.
Caderneta, fiado, gritaria, acordos verbais… “É assim há mais de 50 anos”, diz. Compara seu mercado ao de Tóquio, que visitou uma vez, quando foi ver seus filhos, que emigraram para lá. “Tudo computadorizado, limpinho, você não sente cheiro de peixe. Tá cheio de gente comprando lá de paletó e gravata.” Ele mesmo, seu Jiro, não sabe nada de computador; este ano, promete, vai fazer um curso. Duro vai ser arrumar horário: para quem pega no batente à meia-noite, tempo livre é algo deveras relativo.

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A maioria dorme pouco. Chega em casa quando a família está de saída e precisa de um longo banho antes de deitar. Com sorte, à uma da tarde estão sonhando. “A mulher acostuma com o cheiro. Só não acostuma é com as roupas”, conta Luís, carregador, 17 anos de peixe. “Tem que lavar separado, senão pega o cheiro na roupa da família toda.” Luís é conformado com o aroma crônico, prefere carregar o futum a voltar à sisuda vida de segurança particular. “Aqui a gente se diverte… é uma turma boa.”
Verdade. Se peixeiro de feira tem fama de baderneiro, imagine 800 deles juntos. Recomendação número 1: Se for mulher, evite. Se precisar, vá discreta. Ser muito bonita atrapalha. Vai escutar elogios, alguns pouco cristãos. Recomendação número 2: Se for gay, evite. Se der bandeira, nem vá. Um cobrador que prefere se manter anônimo relata: “Outro dia veio uma bicha. Começou a rebolar, falar daquele jeito… Quando viu voou uma pescada na cabeça. Logo era pedaço de gelo…”. Seu Jiro tem razão: o mundo muda, o mercado não.

Em cima de uma caixa de 10 quilos de tainha repousa um cartão bege: “Lindas garotas. Serviço de acompanhantes. Tratar com Mônica”, e um número de celular. Um senhor de vastos bigodes brancos sorri e desvira o cartão. No verso, só o nome de um comprador, uma reserva daquele lote de pescados. Todas as outras reservas estavam escritas em cartões da Mônica. É que vez ou outra aparecem no galpão algumas cortesãs, provocando aquele cardume fedorento, distribuindo cartões como aquele. Daí o risco de damas desavisadas, de saias mais justas, serem mal interpretadas nessa turba. Daí a razão de uma mulher oriental, única que deu as caras nessa madrugada, toda coberta e vestindo galocha preta, recusar-se a falar à reportagem.

Quase 4 da manhã, algo chama a atenção. Nenhuma reles mosca deu o ar da desgraça. “Mosca só aparece quando o peixe não está fresco. E em peixe congelado nem pensar”, ensina seu Jiro, que prossegue, “aliás, peixe fresco também não cheira.” Opa, e esse cheiro que a gente sente de longe? Rodrigo, dono e pregoeiro da Millenium Pescados, explica: “Não é o peixe, é a água que sobra”. Um caldo mal escoado que, apesar dos faxineiros e dos jatos ao final do batente, insiste em repousar dia após dia nos cantos e arredores do mercado.
Desde que meteu as galochas na fétida água, Rodrigo resolveu investir as economias e as madrugadas em revender peixes que os outros pescaram. Abriu sua empresa depois de ganhar uma licitação de apenas um módulo. Fundou a firma. Oito anos depois, dono de nove módulos, ainda um novato, entende bem da sujeira do lugar. “Aqui todo mundo quer te comer. Olhando, é todo mundo amigo; mas, se o concorrente puder te fuder, vai te fuder.” Como? “Depende… O cara pode comprar peixe de um caminhão acima do preço do mercado só pro fornecedor achar que você tá passando a perna nele. O concorrente toma um prejuízo em um dia, mas te tira o fornecedor bom. E quem perde peixe bom não sobrevive aqui.”

Ele ainda apanha muito – “tenho muito pra aprender aqui”, diz – mas confia na lealdade aos pescadores para se manter de pé no mercado. “Tomo preju, sabendo que vou tomar. É que se o cara que me vendeu peixe o ano todo chega aqui com um caminhão cheio, contando com um preço alto, pago e vendo mais barato, só pra não deixar ele na mão”, justifica um dos muito “dependes” de seus negócios. Pára a conversa para recepcionar um feirante interessado em um de seus cações de mais de 100 quilos. Sem cabeça, rabo e vísceras, aqueles tubarões são fatiados parecendo pedaços de borracha mole.

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A sujeira no chão cresce e já é possível derrapar em alguma corvina pisada. Um gato dá voltas, arisco, e logo toma um chega-pra-lá de um velho. Negro, de jaleco, boné e galochas brancas, instiga a atenção pelos inúmeros insultos carinhosos que inspira e pelas cartelas de bilhetes de loteria que vende. Todo dia, dos seis por semana em que o mercado funciona, ele está lá, há 25 anos. “Me chamo Antônio. Tenho 75 anos e sou casado com uma menina de 22!” – assim ele se apresenta. “Corno!”, alguém grita, passando a mão da bunda do septuagenário. “Corno nada!”, e cochicha à reportagem: “Três vezes por semana eu caio na botija!”.

Seu Antônio prossegue de pé, dando voltas na procissão que, agora às 5 e meia, vai escasseando como os peixes no mar. Todos os peixeiros confirmam que o oceano não é mais o mesmo, que há 15 anos o volume era mais que o dobro por ali, que os barcos voltavam mais cedo e não iam tão longe atrás de atuns e garoupas. Até 1990, 350 toneladas passavam pelo galpão, todo dia. Hoje são as citadas 120, arrastadas pelos carregadores dando duro, enchendo outros caminhõezinhos com as compras do dia, depois que os acertos todos foram feitos na saleta em cima da Cantina do Pescado – nem todos devidamente taxados em notas fiscais.
Os peixes da Ceagesp podem passar até uma semana no vaivém do frigorífico, e os que vão passando do prazo ganham novos contornos. Um atum que encalhou por uma semana é cortado em postas e mandado para o Nordeste do Brasil – em tese, mercado “menos exigente”, justifica Aislan, o chefe do Akira Pescados. Um peixe mais simples, uma tainha, perde a cabeça e o rabo antes de começar a feder. No dia seguinte vira o filé pronto da feira livre. Atenção, leitor fã de carne branca: peixe bom tem a cabeça no lugar.
Apesar do aviso de “Expressamente proibido fumar, comer e colocar os pés nas caixas”, é hora de muita gente escorar-se nas caixas vazias para acender um cigarrinho, tomar um café e degustar seu torresminho. O cheiro fica mais forte, apesar das narinas mais acostumadas, e uma única mosca pousa sobre uma caixa de sardinhas – uma das últimas a serem recolhidas. Os atuns voltaram para a cama mais cedo, depois os espadas, robalos, garoupas e cações. Os camarões já estão trancados em seus caminhões junto com as lulas. Nada é jogado fora. Amanhã, volta tudo para as placas, a preços que… bem… depende do que vai chegar de novo.

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Um sol cinza de chuva atravessa o galpão, e as lâmpadas laterais que permanecem acesas refletem-se no piso encharcado. Nada é jogado fora, lembra? Um casal de moradores de rua dá a última volta no cimento molhado. Vestem sandálias havaianas e catam os peixes pisados que ficaram no caminho. Seu Antônio está sentado – desistiu de vender sorte por ali.
O casal cata um camarão e encerra o pregão da madrugada. Na saída, não viram: mas quase pisaram em um siri ainda vivo, que, irritado, tenta beliscar as galochas da reportagem. Veio do fundo do mar, arrastado por uma rede implacável, atirado em um barco com milhares dos seus, enclausurado em uma caçamba, subiu a serra, foi empilhado em caixas de plásticos, oferecido aos gritos a preços que caíram ao longo das últimas seis horas, escapou de uma panela de água fervente e foi ignorado por olhares famintos. Está vivo, e agora só, no galpão da Ceagesp, a duas quadras do encontro do rio Pinheiros com o Tietê. Pensando bem, já que é o acaso quem manda nesta salgada vida, não teve sorte o tal siri? Depende…

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PESCADO CAPITAL
Números que provam que esse negócio de peixe está… frito

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Foto, também de Cristiano Mascaro, no mercado de Tóquio, de longe o maior do mundo

O mar não está pra peixe
Se continuar baseado no modelo de pesca industrial, o multibilionário mercado mundial de pescados está com os dias contados. Novas tecnologias, demanda crescente, desrespeito aos períodos de desova e a entrada maciça da China na caça aos grandes cardumes não só tornaram o modelo insustentável como reduziram sensivelmente o número de peixes no oceano. E a quantidade pescada só aumenta: são 90 milhões de toneladas por ano, a metade arrastada por barcos chineses (os japoneses ficam em terceiro lugar, atrás dos indianos). As estimativas mais pessimistas, publicadas na Science em dezembro de 2006, alertam que em menos de 20 anos a pesca global pode dobrar para 180 milhões de toneladas – um colapso de praticamente toda a população de peixes até 2050.

Rede nacional
Apesar dos 8 000 quilômetros de litoral, a pesca no Brasil não é das mais profissionais. Ou, pelo menos, não são os órgãos responsáveis. O governo Lula em seus primeiros meses criou o Ministério da Pesca. Em 2005 o ministério foi extinto e a pesca voltou a ser uma secretaria ligada ao Ministério da Agricultura. Estima-se que o Brasil pesque por ano 1,8 tonelada – levantamento do Ibama, não da secretaria. Supõe-se que existam 400 mil pescadores “artesanais” no Brasil, para subsistência e venda local. A secretaria não soube informar o número de pescadores ligados à indústria, mas avaliou o mercado em “mais ou menos 5 bilhões de reais”

Peixe Grande
O mercado de peixes de Tsukiji, Tóquio, é o maior do mundo. Responsável por 90% dos peixes consumidos na metrópole (a que mais come peixes no planeta) é também ponto turístico. E, se o Japão não é mais o maior pescador do mundo, ainda é o melhor comprador. Atuns, salmões, espadas, garoupas de alto nível (como os da foto ao lado), pescados em qualquer oceano, costumam ser desembarcados em Tsukiji para render mais em ienes. Em relação a Tóquio, a Ceagesp é uma sardinha frente a uma baleia. Em São Paulo são 120 ton./dia, na base da caderneta. Lá são 2.340 ton./dia, mais de 450 espécies e um sistema que acaba por multiplicar o preço de boas peças: leilão. Se em São Paulo um atum grande chega aos 50 quilos e no máximo 1000 reais, Tóquio já bateu o martelo em um de 200 quilos por 200 mil dólares.

14 Respostas to “Mercado Flutuante”

  1. Barba Says:

    O atum tem atingido um preço tão impraticável que alguns cozinheiros japoneses viajaram pelo mundo pra ver que alternativas os ocidentais usam quase se trata de culinária nipônica. De qualquer modo, Tsukij tem alguns restaurantes pequenos que servem o sashimi mais fresco por lá.

  2. Luiz Manoel Sarmiento Gonçalves Says:

    Sãp Luis, 18 de janeiro de 1008

    Pretendo contactar pessoas interessadas em comprar camurim (robalo).

  3. Guadalupe Sanz Says:

    Gostaria contactar pessoas interessadas em comprar mirugai y mategai

  4. isadora Says:

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  5. Gilson Coelho Says:

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    (098)9137-3798

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  8. fabiano Says:

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  9. fabiano Says:

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  11. VALBER MENDONÇA DA CRUZ Says:

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  12. valtemir barreto Says:

    Gostaria de saber como anda o preço do surubin com 2 kgs.

  13. Washington Luiz Pereira Says:

    Boa matéria, Ceagesp.

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