Ando meio desligado

EQ CCDB 
Equalizador CCDB, desde 72 sem defeitos. (foto: Deborah Engel)

 

Há dois meses voltei da casa de Cláudio César Dias Baptista com uma entrevista curta gravada. Curta em tempo. É que são bastante longas as idéias de CCDB. Assim como foi longo o dia em que nos encontramos. De carro: a fotógrafa da reportagem, Deborah Engel; seu marido, o músico Siri; e eu. Do Rio até Rio das Ostras, onde Cláudio mora.

Débora grávida, Siri adiando trabalho para cuidar da moça. Casal bonito, amor tranqüilo – me deu leve depressão ao comparar com meu recém finito caso. Sem delongas… umas três horas longe do aeroporto Santos Dumont  (dos poucos ídolos de CCDB).

A estrada que segue paralela ao litoral, sem vista para o mar, é a passarela de um tenso desarranjo urbano das cidades fluminenses. E uma sensação bastante preconceituosa de que a vida anda em círculos mais curtos por ali. Sem delongas… Cláudio mora em um lugar lindo, na verdade, apesar do cenário de triste civilização no caminho.

Estava ansioso, nos aguardando na laje de sua casa, todo de branco, como a casa e quase tudo dentro. Eu também ansioso, bambeando entre o orgulho vaidoso e a insegurança total. Nada de novo, no entanto. Essa é a regra toda vez que me vejo em uma pauta realmente boa, ao lado de alguém que admiro e reconheço com especial. Um fardo que carrego voluntariamente: me sentir uma besta ao me deparar com gênios. E essa sensação de estupidez vai se transformando em culpa à medida que escrevo meu saldo. Explico:

Nunca escrevo um perfil ou edito uma entrevista com a intenção de selar minha amizade com o personagem. Quase nunca penso em agradá-lo… Mas às vezes saio com minhas fitas cassetes gravadas e uma simpatia profunda, que transforma o toma-lá-dá-cá jornalístico insatisfatório demais. Dá vontade de ser amigo mesmo, jogar o relatório de lado e escrever uma carta pro sujeito, prolixando em algumas páginas o fato de que, enfim, ele é demais.

CCDB

Seu Cláudio em seu quarto, escritório, laboratório… (foto: Deborah Engel)

 

Cláudio é desses, de verdade. De cara, começa a entrevista resumindo muito lúcido suas idéias sobre o indizível. E pela falta de tempo, pela objetividade (ah, claro…), tive que poupar muitos “eu também acho!” que internamente bradei. Cláudio, com sua muito humilde “amodéstia”, vai deixando claro quais são suas prioridades na vida: entender com a alma que a vida é bem mais do que a triste civilização,  ver, tocar ou pressentir Deus, cuidar bem de sua mulher, seu filho e sua casa em Rio das Ostras, e divulgar para a humanidade sua hercúlea obra literária, o livro Géa.

Não fiz o texto para agradá-lo, mas torci para que a reportagem fizesse CCDB um pouco mais feliz. Sem delongas… O resultado publicado na revista Trip foi curto também, 3 páginas, uma e meia de texto, produzida em ritmo de  jornal, na tarde seguinte da entrevista. Merecia mais espaço e mais tempo para a costura, eu acredito, como merecia mais páginas os outros perfilados na mesma peça da revista: José Agripino (por Ronaldo Bressane e Joca Terron) e Roberto Piva por Cassiano Elek Machado e Emílio Fraia.

Já está na banca há umas três semanas, e não recebi uma só carta de leitores… exceto o mais importante deles, CCDB. Grande alívio… ele gostou muito. E tomou tempo para destrinchar meu texto em seu site. Justifica-se às vezes, discorda outras, elogia… Mas, ufa, sim, CCDB ficou um pouco mais feliz. E pelo email carinhoso que mandou, sei que se magoou com uma coisa, séria, de fato. O endereço errado de seu site publicado na Trip e na Trip OnLine.

 

O que? Não sabe quem é Cláudio César Dias Baptista? Clica abaixo. 

 

Minha reportagem:
http://revistatrip.uol.com.br/155/desplugados/01.htm

Endereço certo de CCDB: www.ccdb.gea.nom.br

Seus comentários sobre minha reportagem, AQUI.

 

Teaser…. Ainda essa semana,  entrevistão com Laerte em Fudeus.

8 Respostas to “Ando meio desligado”

  1. Habacuque Lima Says:

    ôoopa!
    essa é das boas!
    esse é do bom!

  2. Habacuque Lima Says:

    Céus!
    Acabei de ler os comentários do CCDB no site dele.
    É pra abalar as estruturas.
    Que maravilha!

  3. zema ribeiro Says:

    rapá, pode perguntar pro reuben (a quem presenteei com a revista) de meu entusiasmo com o trio de textos (ccdb, agripino e piva) publicado na trip de maio. parabéns! abração!

  4. Ollie Says:

    Excelente. Fiquei agora com vontade de ler o livro dele (alguma editora ja se interessou?)

  5. Gilberto Galindo Says:

    O CCDB foi o responsável por influenciar uma verdadeira legião de técnicos em som no Brasil.
    Sua incansável busca pela excelência nos ensinou muito!
    Quem não se lembra de seus excelentes artigos e dicas publicadas na antiga revista “Nova eletrônica”?
    Ele é sem dúvida, nosso grande mestre, genuinamente brasileiro!
    gibamec@hotmail.com

  6. Ronaldo Says:

    Grande Claudio!, mostrou a todos nos, intusiastas da eletronica que era possivel aqui no Brasil ,equipamentos de alta qualidade a baixo custo . Foram tantos e grandes projetos que ,so temos que agradecer ao grande mestre CCDB .Vida Longa!!!!!!!

  7. Cláudio César Dias Baptista Says:

    Muito obrigado pelo reconhecimento do meu trabalho a cada um que aqui deixou seu comentário. Por favor, conheça uma obra muito superior, em prol do indivíduo e da sociedade, honrando-me com a leitura dos livros de minha autoria no único lugar onde se podem ler: CCDB Livros, seção de http://www.ccdb.gea.nom.br – Cláudio César Dias Baptista – CCDB

  8. khaleej times dubai Says:

    I am regular reader, how are you everybody?
    This paragraph posted at this website is truly nice.

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